Fraudes em compras corporativas
- hudsonsmiranda2012

- 29 de jan. de 2025
- 3 min de leitura
Hoje vou escrever sobre um caso real sobre fraudes em compras corporativas, especialmente em situações envolvendo a compra de elevadores automotivos superfaturados. Isso ocorreu devido a manipulação do processo de aquisição para benefício próprio do Diretor de Pós-Vendas. Abaixo descrevo um cenário real ocorrido em um grande Grupo de concessionária.
1. Conluio entre o Diretor de Pós-Vendas e o Fornecedor.
O Diretor de Pós-Vendas em conluio com um amigo, criaram uma empresa laranja para intermediar a compra de elevadores automotivos da fabricante homologada pela Montadora.
Alteração de especificações: O Diretor forçou a compra de modelos mais caros, para maximizar o lucro do fornecedor e do próprio diretor.
Antecipação de pagamentos ao fornecedor: O Diretor de Pós-Vendas "forçou a antecipação de 50% dos valores das compras do elevadores para o fornecedor, ou seja pagou adiantado para receber os elevadores em 90 dias.
Superfaturamento de preços: O fornecedor cobra um valor muito maior do que o mercado praticaria para o produto (elevador automotivo). O diretor da empresa aprovou a compra, sabendo que o preço está inflacionado.
Divisão de lucros: O diretor recebeu uma comissão ou "caixa dois" do fornecedor, que é pago através de uma parte do valor superfaturado. Isso cria um conflito de interesse e prejudica a empresa, que acaba pagando muito mais do que o necessário.
2. Manipulação do Processo de Licitação.
Outra falha que ocorreu foi a envolveu a manipulação do processo de licitação e aquisição. Isso pode ocorrer de várias maneiras:
Fraude na cotação: O Diretor manipulou os preços e inclui um “fornecedor laranja” que fez parte do esquema de superfaturamento.
Compra sem licitação: Não houve processo de licitação, pois as 03 cotações eram do mesmo fornecedor, facilitando o superfaturamento.
Negociação direta pelo Diretor: O Diretor não deixou o departamento de compras do Grupo atual, fez todo o processo de compra direto com o fornecedor, burlando regras internas da empresa.
3. Consequências do Superfaturamento.
O superfaturamento de elevadores automotivos trouxe consequências negativas para a empresa, sendo:
Desvio de recursos financeiros: A empresa gastou R$ 1.200.000,00 a mais do que o necessário, comprometendo seu orçamento e prejudicando outras áreas.
Danos à reputação: A reputação da empresa e sua credibilidade foi seriamente afetada com os investidores.
Sanções legais: A fraude levou as ações legais contra os responsáveis, incluindo processos por corrupção, fraude corporativa e desvios de recursos.
Prevenção e Controle.
Algumas práticas podem ajudar a prevenir ou identificar esse tipo de fraude:
Auditoria interna rigorosa: Manter auditorias regulares nas compras e contratos da empresa pode ajudar a identificar padrões incomuns de preços ou relações suspeitas entre diretores e fornecedores.
Transparência nas licitações e aquisições: Implementar processos de aquisição transparentes, com diversas cotações e a participação de mais de um responsável pela decisão, pode reduzir a chance de conluio.
Treinamento de ética e compliance: Promover uma cultura de ética e conformidade dentro da empresa, para que todos os envolvidos no processo de compras sigam as normas e políticas da organização, reduzindo riscos de fraudes.
Conclusão.
Fraudes em compras corporativas podem causar sérios danos financeiros e de reputação para as empresas. No caso de elevadores automotivos superfaturados, é fundamental garantir que os processos de aquisição sejam bem monitorados e transparentes, com auditorias frequentes e políticas claras contra fraudes e conluios.
Punições severas com demissões por justa causa e processos cívil e criminal demontra que a empresa não tolera desvios e fraudes independente do cargo dos envolvidos.

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